News > A hipocrisia fecha Stand Center e Promocenter em São Paulo

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Ano passado, nessa mesma época, eu estava na Paulista atrás de um notebook nos shoppings de eletrônicos. Estranhei as picapes Nissan Frontier paradas em cima das calçadas mas entrei assim mesmo. Lá dentro, poucas lojas abertas e várias pessoas uniformizadas como se fossem seguranças de carro-forte, com coletes e tudo. Eram pessoas novas, como se tivessem acabado de entrar na corporação. Depois que fui reparar “Receita Federal” escrito nos carros zero-quilômetro lá fora.

Sábado passado, tentei (ênfase no tentei) fazer compras em plena uma hora da tarde na região da 25 de março e depois, no Stand Center. Após atravessar a rua e entrar na multidão da 25, desisti e demorei 5 minutos para conseguir voltar. No Stand, desci a escada e notei que era impossível avistar o chão, tamanha era a quantidade de pessoas comprando, gastando e economizando.

Essa semana, todos viram o que aconteceu.

Stand Center

Prefeitura fecha Stand Center e Promocenter

“Nessa quarta feira, “a prefeitura de São Paulo fechou quatro shoppings que vendem eletrônicos na região da avenida Paulista. Segundo a subprefeitura da Sé, as ações foram feitas contra os shoppings Stand Center, Promocenter, Alameda Center e TecShop. Os três primeiros shoppings foram fechados por não possuírem condições adequadas de segurança e documentação em dia.

Stand Center, Promocenter e TecShop foram lacrados pela prefeitura, que também decidiu construir uma parede de concreto na porta destes shoppings, a fim de impedir seus administradores de reabrir as lojas. Paredes foram erguidas em frente ao Promocenter e TecShop. Já no Stand Center a prefeitura preferiu adiar o emparedamento. A forte chuva que caia na Paulista fez os engenheiros da prefeitura adiarem o emparedamento.”

O que acho mais incrível é que “nestepaiz” todos os centros comerciais ilegais podem funcionar por 53 das 54 semanas do ano sem problemas, com exceção da semana que antecede o Natal. No resto todo do ano, não havia NADA de errado em permanecerem abertos!

E em 2005, por que não fecharam então a entrada da Daslu? Sonegação de impostos e contrabando são ilegais na Paulista mas permitidos na Marginal Pinheiros? Ou será que a Eliana Tranchesi era inocente?

Em matéria de eletrônicos, eu apoio deliberadamente todo e qualquer tipo de contrabando e sonegação de impostos. Pagar imposto para quê?

“Se é para enriquecer bandido, que sejam aqueles que vendem novidades eletrônicas e não os que venderam velhas mentiras nas eleições.”

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Veja a matéria completa

“A prefeitura analisa suspender a autorização de funcionamento destes shoppings. As empresas que administram os centros comerciais, no entanto, afirmam que toda documentação está em dia e prometem ir à Justiça pedir a imediata reabertura dos shoppings populares. Fiscais da prefeitura realizaram a ação acompanhados de técnicos da Receita Federal e de policiais civis. A prefeitura disse que vai interditar outros centros comerciais que não tenham boas condições de funcionamento e segurança.

Pela legislação em vigor, a prefeitura não tem autoridade para fechar shoppings e lojas em função da venda de produtos piratas ou sem nota-fiscal. Por isso, na ação desta quarta-feira (19) foram observados apenas aspectos burocráticos, como licenças e alvarás de funcionamento.

Este tipo de fiscalização, no entanto, deverá ser feita por técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda e Receita Federal quando os lojistas pedirem para retirar seus produtos dos locais lacrados. A ação foi realizada em conjunto pelas subprefeituras da Sé e de Pinheiros, pois uma parte dos shoppings está em área sob controle da Sé e outra parte sob administração de Pinheiros.

Esta semana, a prefeitura fechou e emparedou o shopping 25 de Março, no centro de São Paulo. No mesmo dia, os donos do shopping conseguiram reabri-lo com autorização judicial.”

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