
Eu vejo toda essa discussão sobre a moralidade de se usar ou não células-tronco embrionárias em pesquisas científicas e só consigo perceber uma coisa: hipocrisia.
De um lado, governo, pesquisadores, cientistas e médicos se esforçando para salvar vidas, curas doenças e permitir o progresso da medicina. Do outro lado, um bando de hipócritas, mal informados, pseudo-humanistas e religiosos arcaicos que “defendem a vida”.
Eu gostaria de fazer duas simples perguntas:
1. A vida de todos aqueles que estão sofrendo, vegetando ou em estado terminal não tem valor? Se temos o poder de ajudá-los, devemos nos omitir então?
2. Onde está a Igreja para defender a vida quando centenas de milhares de embriões são descartados todos os anos em clínicas de fertilização? Ou será que ela e todos os outros hipócritas não sabem que casais que buscam metódos artificiais para ter sucesso numa gravidez SEMPRE fertilizam mais de um embrião, de 3 a 10, e os que não são utilizados ficam congelados até que o casal decida o que deseja ser feito com eles? Esses embriões não têm vida, não têm alma?
A Igreja sempre ficou do lado do mais forte. É fácil mobilizar fiéis, brigar com o Governo e atacar um bando de cientistas e pesquisadores mal financiados pelo país. Por que não abre fogo contra essas clínicas?
A foto ilustra um embrião humano na fase de blastocisto, do qual se extraem as células-tronco embrionárias.



March 6th, 2008 at 23:17
Concordo com 100% do que você falou.
Hipocrisia. Dizer que são contra a camisinha, por exemplo, é muito fácil. Difícil é tratar dos milhões que pegam AIDS todos os anos, ou dos outros milhões que nascem em condições precárias, porque os pais não usaram camisinha porque a Igreja é contra.
Há muito tempo a Igreja deixou de ser o que na verdade nunca foi. Séculos atrás, queimavam “bruxas” vivas e isso era normal…