Claro será a primeira operadora a vender o aparelho no Brasil

Enquanto a Telefónica ensaiava a entrada triunfal do iPhone no Brasil no Dia das Mães, a Claro passou na frente. A América Móvil, controladora da Claro, anunciou recentemente que acaba de fechar um contrato com a Apple para a comercialização do produto, que deve acontecer ainda este ano. Além do Brasil, o iPhone será lançado em mais 16 países da América Latina, onde a América Móvil está presente. É um marco que pode mudar as regras do jogo entre as operadoras brasileiras. “A partida ainda não está ganha, mas a Claro acaba de marcar um golaço”, diz Edson Crescitelli, coordenador de marketing da pós-graduação da ESPM. Mas a operadora pode sofrer um contra-ataque. Se a Apple mantiver a mesma postura que adota nos EUA e na Europa, de fechar contratos exclusivos com operadoras para a venda do iPhone, a Claro reinará sozinha. No entanto, a duplicidade de licenças não seria algo inédito. Na Itália, o iPhone é vendido pelas empresas Vodafone e Telecom Italia. Como o contrato não menciona nenhuma exclusividade no Brasil, as concorrentes seguem na disputa.
Leia o restante da matéria na continuação, e saiba que existem 300 mil iPhones desbloqueados no mercado paralelo no Brasil.
|roberta namour - istoé dinheiro - 11/05/2008|
O fato de a Claro ter tomado a dianteira não significa que a trajetória será fácil. De acordo com as novas normas da Anatel, as operadoras têm o dever de desbloquear os celulares, quebrando a exclusividade das empresas sobre os produtos. A questão da portabilidade também é um ponto negativo para a operadora, que pode ter a exclusividade da venda, mas não poderá impedir que os clientes mudem de empresa, carregando o aparelho e o próprio número. Além disso, o preço do iPhone pode ser outro grande obstáculo. Mesmo se a Claro subsidiasse parte do aparelho, estimase que ele custará cerca de R$ 2 mil. No mercado paralelo, um iPhone pode ser encontrado por R$ 1,6 mil. De acordo com analistas, existem hoje no Brasil cerca de 300 mil aparelhos desbloqueados. “O mercado paralelo é forte porque não havia um mercado oficial. Isso pode mudar se a operadora oferecer um preço mais atrativo”, diz Álvaro Leal, analista da IDC. O especialista acredita que baixando o preço a Claro atingirá uma massa maior e poderá recuperar o investimento com a receita de serviços.
Existem 300 mil iPhones desbloqueados no mercado paralelo no Brasil
Só em termos de valorização da marca, a Claro já sai ganhando, diz Crescitelli: “A melhor forma de a marca se destacar é investindo em inovação. E, se fizer isso com o que há de mais renomado no mercado, só terá pontos positivos.” Para os concorrentes, só resta encontrar meios de amenizar os reflexos do pioneirismo da Claro. “As concorrentes terão de buscar o ‘iPhone’ delas”, acrescenta Crescitelli. Para Leal, provavelmente a Vivo irá se aproximar mais da HTC, empresa asiática líder em smartphones. A HTC acaba de lançar o Touch Diamond, o maior rival do iPhone até o momento.


Comentários recentes