Ministério Público Federal investiga programa por possível manifestação de preconceito

Imbecil

“O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que investiga o “Programa do Jô”, exibido depois do “Jornal da Globo” pela TV Globo, por suposta manifestação de preconceito.

Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres e a cirurgia no clitóris em um país da África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente.

As entidades que levaram a denúncia ao MPF acusam o programa de desrespeito a comunidades negras. A representação está sob os cuidados da procuradora dos direitos do cidadão Márcia Morgado.

O programa foi ao ar no dia 18 de junho de 2007, e trecho da entrevista está no YouTube.

No programa, Jô Soares e o entrevistado Ruy Morais falam sobre costumes de algumas tribos de Angola, com o auxílio de fotos. Eles também comentam sobre penteados tradicionais e vida sexual e compararam alguns com a vagina. O apresentador tece comentários sobre a aparência das mulheres retratadas nas fotos.

A procuradoria não informou qual trecho da entrevista especificamente os denunciantes tomaram como ofensivo. A assessoria de imprensa do programa informou que não recebeu nenhuma notificação sobre o procedimento do MPF.”

DAYANNE MIKEVIS – Folha Online

O vídeo ainda está disponível aqui. São nove minutos e meio que assisti com nojo de um grande imbecil que é capaz de tudo para tentar fazer rir e acha que está acima da moral ou que tem uma reputação inatingível. Como piadas racistas não tem um pingo sequer de graça, eu somente reafirmo: esse é um grandíssimo filha-da-puta imbecil que freqüenta a TV aberta.

Hoje, por coincidência, a segunda entrevista foi com Marcelo Paixão, que falou sobre “multiculturalismo e a situação do negro no Brasil“. Algo que somente piorou a situação, um remendo pior que o soneto, algo arranjado. A impressão que se tem, é que pegaram o primeiro “entendido” do assunto para botar panos quentes sobre as atrocidades que se falou e culpar, na verdade, a sociedade sobre os preconceitos de nossa cultura.
Com frases do tipo “eu não opero por uma ótica relativista absoluta” e vários “a nível de“, “aportes“, “qüestões” (sic) Marcelo Paixão falou muito em tolerância, diálogo e compreensão. Jô, teceu vários elogios à eloqüência do entrevistado e sua facilidade de falar, ao que atribui um dom natural. Provas de que foi algo arranjado? Dos dois livros escritos pelo Marcelo, nenhum deles era lançamento. Ao fim da entrevista, Soares errou o nome da faculdade em que ele leciona – era UFRJ e ele falou em UERJ. Para finalizar, somente uma pessoa puxou o aahhh, típico de finais de entrevistas interessantes.

Sr. José Eugênio Soares, pede para sair! Pede para sair!

Veja uma ótima análise do episódio aqui, onde cita-se, por exemplo que o ilustre entrevistado daquela noite disse que a Angola faz fronteira com a África do Sul, coisa que não existe em mapa algum.

|folha online|